A ONU defendeu o Tribunal Penal Internacional (TPI) como uma peça-cha ve no sistema de justiça internacional, depois de Washington ter anunciado uma campanha contra o organismo por alegadamente ameaçar a soberania dos Estados Unidos
Os Estados Unidos não são signatários do Estatuto de Roma, o tratado internacional de 1998 que criou o TPI para julgar indivíduos que cometam crimes de genocídio, de guerra e contra a humanidade.
“Embora o TPI seja uma organização independente do Secretaria do [das Nações Unidas] e da ONU, para nós continua a ser uma peça chave do sistema de justiça internacional”, disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da organização, António Guterres.
Dujarric disse que o tribunal, com sede em Haia, nos Países Baixos, “conta com o apoio de um grande número de Estados-membros e contribui para que se prestem contas por crimes graves”.
O TPI tem actualmente 125 Esta dos-membros, incluindo Portugal, mas, além dos Estados Uni dos, também não é reconhecido por países como a Rússia, China, Israel ou Índia. O porta-voz de Guterres disse que cada um dos países do TPI “adoptará as suas próprias decisões” no que se refere a permanecer ou retirar-se do tribunal em caso de pressão por parte dos Estados Unidos.








