Dezenas de deputados do Parlamento Europeu estão a mobilizar-se para lançar uma investigação a Gian ni Infantino devido ao envolvi mento do presidente da FIFA na decisão que permitiu ao avançado norte-americano Folarin Balogun jogar frente à Bélgica, apesar de ter sido expulso na ronda anterior, contra a Bósnia.
Recorde-se que a sanção deve ria impedir o atacante de alinhar no jogo com os belgas, mas a FI FA levantou a suspensão para a partida disputada na Segunda-feira, após uma intervenção de Donald Trump, junto de Infantino, em nome do jogador de 25 anos.
Numa declaração conjunta, os eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang classificaram a decisão da FIFA de «alterar a regra das suspensões por cartão vermelho a meio do torneio» como «uma vergonha e uma perversão da justiça».
“Mais uma vez, vimos Infantino e a FIFA renderem-se às exigências da administração Trump», pode ler-se no comunicado. Os parlamentares, que já reuniram 35 assinaturas para a sua carta, apelam às federações de futebol dos países da UE para que instem o Comité de Ética da FIFA a investigar Infantino.
O objectivo é apurar se a pressão da administração Trump foi um factor decisivo no levantamento da suspensão, bem como “outras potenciais violações da neutra lidade política», como a atribuição do Prémio da Paz da FIFA a Trump. Refira-se que a FIFA defendeu que o levantamento da suspensão foi uma decisão de um comité disciplinar.
Os deputados sublinham a importância da imparcialidade no desporto: “A beleza do desporto reside no facto de se basear em regras imparciais e transparentes. Quando Infantino permite que a pressão política de termine quem joga, este sentido de justiça desaparece”.








