O secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, afirmou que Angola continua focada na implementação de reformas estruturantes orientadas para a concretização da Agenda 2030 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), embora o actual contexto internacional permanece marcado por desafios crescentemente complexos
De acordo com o secretário de Estado, que falava nesta segunda-feira, 13, no debate geral do Fórum Político de Alto Nível (HLPF), que decorre na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a revisão, neste ano, dos ODS 6, 7, 9, 11 e 17 assume particular relevância, por incidir sobre áreas essenciais para promover a transformação económica, a inclusão social e a resiliência das sociedades.
O responsável destacou o Segundo Relatório Nacional Voluntário apresentado pelo nosso país, em 2025, acto que evidencia os resultados profícuos alcançados por Angola e reafirma o compromisso com a implementação da Agenda 2030.
O encontro, no qual Angola manifestou total disponibilidade em contribuir para um desenvolvimento global cada vez mais sustentável, constitui uma oportunidade para renovar o compromisso político dos Estados-Membros com o multilateralismo, reforçar a cooperação internacional e acelerar a implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
Neste sentido, Luís Epalanga referiu que os resultados obtidos demonstram que o desenvolvimento sustentável exige uma abordagem integrada, coerente e orientada para resultados, sustentada por uma visão de longo prazo.
De acordo com uma nota de imprensa, ao abordar os ODS em análise, o secretário de Estado para o Planeamento realçou que, no âmbito do ODS 6 ( Água potável e saneamento), Angola continua a expandir o acesso à água potável e ao saneamento, através de investimentos estruturantes que permitirão assegurar o acesso à água potável a mais de 10 milhões de pessoas até 2027.
Relativamente ao ODS 7 (Energia limpa e acessível), salientou que o Programa Solar de Angola constitui uma boa prática nacional, promovendo a expansão do acesso à eletricidade através das energias renováveis, reforçando a segurança energética e impulsionando uma transição energética mais sustentável.
Informou que a matriz energética nacional é actualmente composta por 61,6% de energia hídrica, 31,8% de energia térmica e 6,6% de energia solar, evidenciando os progressos alcançados na diversificação das fontes de energia.
No âmbito do ODS 9 ( Indústria, inovação e infra-estrutura), referiu que o desenvolvimento do Corredor do Lobito representa um exemplo de como investimentos estruturantes em infra-estruturas podem promover a integração regional, facilitar o comércio, atrair investimento privado e criar novas oportunidades de crescimento económico sustentável para Angola e para a África Austral.
Adiantou que a transformação digital permanece uma prioridade estratégica do Executivo, enquanto instrumento essencial para aumentar a competitividade, a eficiência dos serviços públicos e a inovação.
Sobre o ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis), afirmou que Angola continua a responder aos desafios decorrentes da rápida urbanização, através do reforço das políticas de ordenamento do território, da promoção do desenvolvimento urbano integrado e da melhoria dos serviços públicos essenciais.
Por fim, o Secretário de Estado reafirmou o compromisso de Angola em continuar a trabalhar com as Nações Unidas e com todos os parceiros internacionais para acelerar a implementação da Agenda 2030 e assegurar que ninguém seja deixado para trás.








