As selecções da Argentina e Inglaterra protagonizam hoje, Quarta-feira, no Atlanta Stadium, um dos confrontos mais emblemáticos da história do futebol mundial, a partir das 20:00 (hora de Angola)
A Inglaterra chega embalada por uma campanha marca da pela capacidade de reacção. Nos quartos-de-final, a equipa orientada por Thomas Tuchel derrotou a Noruega, de Haaland, por duas bolas a uma, após prolongamento, graças a mais um bis de Jude Bellingham, craque do Real Madrid de Espanha.
Antes disso, os ingleses deixaram pelo caminho o México, por três bolas a duas, mesmo jogando grande parte da partida com menos um jogador, tendo reforçado a imagem de uma equipa resiliente e com petitiva. Jude Bellingham, de apenas 23 anos, atravessa um dos melhores momentos da carreira e, juntamente com Harry Kane, do Bayern Munich da Alemanha, soma seis golos na competição, for mando uma das duplas ofensivas mais produtivas do evento mundial.
A Argentina, detentora do título mundial, também chega às meias-finais depois de um percurso exi gente. A propósito, a formação de Lionel Scaloni eliminou sucessivamente Cabo Verde, de Vozinha, antigo guarda-redes do Progresso do Sambizanga, Egipto, de Salah, e Suíça, de Embolo, mantendo vivo o sonho de conquistar o segundo título consecutivo.
Não há dúvidas de que Lionel Messi, de 39 anos, continua a ser o grande protagonista da Albice leste. O capitão argentino partilha, com Mbappé, a liderança da lista dos melhores marcadores da prova, com oito golos, e volta a assumir o papel de principal referência ofen siva da equipa. Além de Messi, jogadores como Julián Álvarez, Alexis Mac Allis ter, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Lisandro Martínez têm sido determinantes na caminhada ar gentina rumo às meias-finais.
O confronto reaviva uma das maiores rivalidades do futebol in ternacional. Ingleses e argentinos protagonizaram jogos históricos nos Mundiais de 1966, 1986, 1998 e 2002, sempre carregados de emo ção e significado desportivo. O duelo de 1986 permanece par ticularmente marcante, quan do Diego Maradona assinou os fa mosos golos da “Mão de Deus” e do “Golo do Século”, num encon tro que ganhou enorme carga sim bólica poucos anos após a Guerra das Malvinas.
Apesar desse passado, os actuais protagonistas têm procurado desvalorizar o peso da história, concentrando atenções apenas no de safio desportivo e na possibilidade de disputar a final do Mundial. Do ponto de vista táctico, espera se uma partida equilibrada, com a Inglaterra a apostar na intensidade física e nas transições rápidas, enquanto a Argentina deverá privilegiar a posse de bola e a criatividade de Messi no último terço.
Os modelos estatísticos atribuem ligeiro favoritismo aos ingleses, mas a margem é mínima, reflectindo o elevado equilíbrio entre duas das selecções mais fortes da competição. O vencedor encontrará na final a Espanha, mantendo vivo o sonho de levantar o troféu mais importante do futebol mundial. Recorde-se de que a final da com petição disputa-se no próximo Domingo, 19, a partir das 20:00 (hora de Angola).
Por: Kiameso Pedro








