Kremlin defendeu hoje o teste de um míssil, sem carga nuclear, realizado pela China, principal aliado de Moscovo, no Oceano Pacífico, mas criticado por vários países da região
“É um direito soberano da China testar os seus mísseis (…). A China não ameaça ninguém no mundo”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em resposta a uma pergunta da AFP, durante a conferência de imprensa diária.
A Austrália classificou o lança mento como “desestabilizador para a região”, por ter ocorrido poucas horas depois da assinatura de um importante trata do de defesa entre a Austrália e as ilhas Fiji.
Peskov garantiu ainda que os exercícios navais anuais iniciados hoje pelas marinhas chinesa e russa, ao largo de Qingdao, importante porto militar e estância balnear no leste da China, não representam uma ameaça para “qualquer Estado da região”.
A China realizou hoje um teste com um míssil balístico estratégico lançado de um submarino nuclear para águas do Pacífico, numa operação que Pequim classificou como rotineira, mas que motivou críticas do Japão, Austrália e Nova Zelândia.
O míssil, equipado com uma ogiva simulada de treino, foi lança do às 12:01 locais (05:01 em Lis boa) e atingiu com precisão a zona marítima prevista, informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.








