A Língua Portuguesa ocupa um lugar de destaque na comunicação social angolana. Nos jornais, rádios, televisões e plataformas digitais, a clareza da linguagem influencia directamente a qualidade da informação transmitida ao público. Por essa razão, a utilização da norma padrão continua a ser indispensável no exercício do jornalismo e na produção de conteúdos informativos. Actualmente, observa-se uma crescente informalidade na comunicação escrita, sobretudo nas redes sociais.
Muitas expressões abreviadas, construções inadequadas e desvios gramaticais acabam por migrar para ambientes que exigem rigor linguístico. Embora a língua esteja em constante evolução, é importante distinguir os contextos formais dos contextos informais.
A norma padrão não deve ser encarada como instrumento de exclusão, mas como um mecanismo de organização da comunicação. Quando um texto jornalístico apresenta coerência, concordância correcta e vocabulário apropriado, a mensagem chega ao leitor com maior precisão e credibilidade. A linguagem bem estruturada fortalece a confiança do público nos meios de comunicação.
Nas escolas, o ensino da gramática e da produção textual precisa estar associado à prática constante da leitura. Ler jornais, cró nicas, artigos de opinião e obras literárias contribui significativa mente para o domínio da escrita formal.
O estudante que lê de senvolve maior capacidade argumentativa e aprende a utilizar a língua de forma consciente. Além disso, os profissionais da comunicação devem assumir o compromisso de preservar a qualidade da Língua Portuguesa.
O jornalista, o professor e o escritor desempenham um papel essencial na valorização do idioma e na formação cultural da socie dade. Defender a norma padrão não significa rejeitar as variantes linguísticas existentes em Angola, mas reconhecer que cada situação comunicativa exige uma linguagem adequada. A boa comunicação continua a ser um dos pilares do desenvolvimento intelectual e social.
Por: MARCOS DALA LUZ
*Professor








