O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, João Ernesto dos Santos, defendeu, esta terça-feira, em Luanda, o reforço da cooperação entre os países africanos e os parceiros internacionais com vista responder às crescentes ameaças à segurança no continente
Ao inaugurar, em representação do Presidente João Lourenço, a Conferência dos Chefes de Estado-Maior e de Defesa de África 2026, o ministro afirmou que o actual contexto internacional é marcado por desafios cada vez mais complexos, como o terrorismo, o extremismo violento, o crime organizado transnacional, a pirataria marítima, o tráfico ilícito de armas, a cibercriminalidade, a desinformação, as alterações climáticas e as crises humanitárias.
Segundo João Ernesto dos Santos, “nenhum país poderá enfrentar isoladamente estas ameaças”, tendo defendido uma abordagem assente na cooperação internacional, na partilha de informações estratégicas, na interoperabilidade das Forças Armadas e no reforço das capacidades institucionais.
O ministro sublinhou ainda que a escolha de Angola para acolher a conferência representa um reconhecimento do papel do país na promoção da paz, da estabilidade regional e da resolução pacífica dos conflitos.
Durante o discurso, reafirmou o compromisso de Angola com a modernização das Forças Armadas Angolanas e destacou a importância do investimento, por exemplo, na inteligência artificial, na ciberdefesa, na transformação digital e na inovação tecnológica com vista a tornar os órgãos militares mais preparadas para os desafios do século XXI.
A conferência reúne, em Luanda, chefes militares africanos, representantes do Comando dos Estados Unidos para África (AFRICOM), organizações internacionais e regionais, parceiros estratégicos e representantes da indústria da defesa visando debater o reforço da segurança e da cooperação militar no continente.








