Em resposta ao registo de casos suspeitos da Tripanossomíase Humana Africana, vulgarmente conhecida por doença do sono, o município do Ngonguembo, no Cuanza-Norte, deu início à campanha de rastreio, que prevê abranger cerca de quatro mil cidadãos daquela circunscrição.
A acção, que teve início esta semana, cuja duração é de 15 dias, está a ser promovida por uma delegação multissectorial coordenada por técnicos do sector da Saúde, visando a detecção precoce de eventuais casos e o encaminhamento imediato para tratamento especializado.
A iniciativa surge na sequência da identificação de casos suspeitos da doença na circunscrição, situação que levou ao reforço das medidas de vigilância epidemiológica por parte das autoridades sanitárias locais.
Segundo o coordenador da missão, João Baptista, para além da realização de exames de despistagem, a equipa vai promover acções de sensibilização comunitária sobre formas de prevenção, sintomas e importância do diagnóstico precoce, incentivando a adesão voluntária da população.
Por sua vez, o administrador municipal do Ngonguembo, Manuel Domingos, apelou ao envolvimento das comunidades e das autoridades tradicionais, sublinhando que a participação massiva dos habitantes será determinante para o êxito da campanha e para o controlo da doença no município.
A campanha enquadra-se no programa do Executivo angolano de eliminação da doença do sono enquanto problema de saúde pública, sobretudo em zonas consideradas de maior risco epidemiológico.
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