Uma comitiva de 50 enfermeiros angolanos em formação na especialidade de Infectologia estão de regresso ao país, depois de cumprirem um estágio internacional de três meses, em instituições de referência da República Federativa do Brasil.
Estes profissionais haviam deslocado-se à terra de Lulas no dia 6 de Março de 2026, no âmbito da componente prática obrigatória do Curso de Especialização em Enfermagem em Infectologia, actualmente ministrado em Angola através de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo
De acordo com uma nota de imprensa a que O País teve acesso, estes profissionais continuam em formação e deverão concluir a especialização apenas em Dezembro de 2026, após o cumprimento integral das componentes teóricas, práticas e científicas previstas no currículo académico.
O documento sublinha que o estágio internacional constitui uma etapa complementar da formação e permitiu aos especializandos aprofundar conhecimentos em vigilância epidemiológica, prevenção e controlo das infecções associadas aos cuidados de saúde, assistência especializada a pessoas vivendo com VIH/SIDA, segurança do paciente, gestão hospitalar, investigação científica e elaboração de protocolos clínicos.
Durante a missão, realça o informe, os enfermeiros desenvolveram actividades práticas em instituições de excelência, entre as quais a Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP, o Hospital São Paulo, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e outras unidades especializadas na área das doenças infecciosas.
A formação em Infectologia integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), iniciativa do Governo de Angola, financiada pelo Banco Mundial, que tem como objectivo reforçar a qualificação dos profissionais de saúde e contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.
Esta iniciativa enquadra-se no ambicioso programa nacional de formação de 38 mil profissionais de saúde, no qual serão especializados cerca de 9 mil enfermeiros e 9 mil técnicos de enfermagem. O programa privilegia a formação no território nacional, prevendo que aproximadamente 80% do processo formativo decorra em Angola, enquanto cerca de 20% corresponde a componentes internacionais de mobilidade académica, estágios e intercâmbios técnicos em instituições de referência.








