A falta de combustível nos principais postos de abastecimento da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, voltou a preocupar os automobilistas e, em particular, os taxistas que prestam serviços de transporte de pessoas e bens. Para abastecer as suas viaturas, muitos automobilistas são obrigados a pernoitar nos postos de abastecimento, devido às longas filas que se registam.
A cidade do Lubango, a par de Benguela e Luanda, voltou a registar, nos últimos dias, falhas no fornecimento de combustível, para preocupação dos automobilistas e dos utentes dos transportes públicos.
Nos diversos postos de abastecimento de combustível (PAC) dos municípios do Lubango, Humpata e Palanca, as filas são intermináveis, situação que reduziu a oferta dos serviços de transporte público de passageiros, numa altura em que várias escolas e milhares de alunos se preparam para a realização dos exames.
Manuel Artur, automobilista de 48 anos e residente na Centralidade da Quilemba, afirmou que teve de abandonar a sua viatura por não ter conseguido abastecer na noite de ontem, quando regressava do trabalho.
“Estou na fila desde ontem e não consegui abastecer a minha viatura. Por isso, abandonei-a aqui e apanhei uma motorizada para regressar a casa. Hoje madruguei para ver se consigo abastecer, pelo menos o suficiente para aguentar o resto da semana. Até agora, ninguém diz nada sobre o assunto. Afinal, o que se passa no nosso país?”, questionou.
Arminda Leandra, estudante universitária, considera que a escassez de combustível na província da Huíla, particularmente na cidade do Lubango, está igualmente a afetar os estudantes, que constituem uma grande parte dos utilizadores dos transportes públicos.
“Está difícil ir à escola. Alguns taxistas deixaram de trabalhar porque não há gasolina nas bombas. Como se pode ver, as filas são longas e intermináveis. Seria bom que as autoridades fizessem alguma coisa a respeito”, apelou.
POR: João Katombela, na Huíla








