Alegam que tinham sido cadastrados para esperarem pelas residências sociais que foram erguidas numa das áreas da província, a fim de terem uma vida mais condigna. Mas assistiram à entrada de povos vindos de outras localidades
A coordenadora do Sector 8, adstrito ao conhecido bairro Mayé-Mayé, ex 4 de Abril, no município do Sequele, província de Icolo e Bengo, Violante Raquel Soares, assumiu, recentemente, que ela e os seus antigos vizinhos reocuparam parte da sua antiga zona de conforto, por se verem ‘traídos’ no processo de distribuição de casas.
De acordo com a anciã, antes de serem desalojados, um elenco da administração, que geria o município de Cacuaco, em 2015, veio ter com eles e informou que as casas e os casebres do bairro de viam ser demolidos para se construírem outras residências com maior qualidade e servirem para os da localidade.
“Fomos cadastrados muitos, ficámos ao relento, foram buscar os sinistrados de Bagdad – Iraque – e os colocaram onde nos tiraram, mas eles não aceitaram, alegando que aí o terreno era argiloso, e recuaram.
Nós não fomos reassentados, não nos deram nada, só vimos outros de outras partes de Luanda a entrarem nas casas erguidas pelo Estado.
Até àquela altura, Violante Soares alega que os moradores que controlava estavam calmos, porque havia outro grupo alojado na área onde hoje é o mercado do Mayé Mayé, que estava a prometer invadir algumas residências.
“Em 2019, vimos que foram buscar o povo do Sambizanga, Rangel e de outras regiões de Luanda para entrar nas casas.
Então, nós nos mobilizámos e voltamos para os espaços vazios do bairro, onde, em 2020, apareceram os representantes dos sinistrados do Bagdad Iraque a reclamarem que os terre nos lhes pertenciam.
Por: Alberto Bambi









