A República Popular da China criticou, ontem, à acusação dos Estados Unidos contra o ex Presidente cubano Raúl Castro, afirmando que se tratou de um aproveitamento abusivo de meios legais
Os Estados Unidos acusaram Raúl Castro de assassinato de cidadãos norte-americanos, em 1996. Para Pequim, a acusação foi mais uma forma de Washington pressionar as autoridades cubanas. “A China sempre se opôs às sanções unilaterais ilegais que não têm qualquer fundamento no direito internacional e (…) é contra o abuso de meios legais”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
O mesmo porta-voz defendeu que os Estados Unidos devem parar de usar as sanções, a “força da lei” e as ameaças contra Cuba. Guo Jiakun disse também que Pequim apoia Cuba na defesa da “soberania e dignidade nacional” e opõe-se a qualquer interferência estrangeira.
Raúl Castro, 94 anos, irmão de Fidel Castro (1926-2016), foi acusado, juntamente com outros líderes cubanos, de assassinato de norte-americanos num caso que remonta a 1996. Na altura, dois aviões comerciais pilotados por opositores do líder cubano foram abatidos, provo cando a morte a quatro pessoas, indicou a acusação dos Esta dos Unidos. Raúl Castro era então Ministro da Defesa do Governo de Havana.
A acusação norte-americana ocorre numa altura em que se agravam as tensões entre Washington e Havana. Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington impôs em Janeiro um bloqueio total de petróleo a Cuba.









