O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz, defendeu nesta quarta-feira, 20 de Maio, em Helsínquia, Finlândia, a promoção do crescimento inclusivo como instrumento para garantir transformação económica e oportunidades reais para jovens, mulheres e comunidades vulneráveis.
O diplomata angolano falava durante o painel interactivo sobre “Promover o Crescimento Inclusivo: Libertar o Potencial da Juventude, da Igualdade de Género e dos Grupos Marginalizados”, realizado no âmbito do IV Fórum das Nações Unidas sobre o Futuro dos Países Menos Avançados (PMA).
Na sua intervenção, Francisco José da Cruz afirmou que Angola reconhece que a criação de emprego digno exige investimentos simultâneos na educação, formação profissional, empreendedorismo, transformação digital e apoio às micro, pequenas e médias empresas.
O embaixador explicou que, no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento 2023-2027, o Governo angolano tem vindo a implementar políticas destinadas ao reforço do ensino técnico-profissional, expansão das competências digitais, promoção do empreendedorismo e melhoria do acesso ao emprego, sobretudo para jovens e mulheres.
“Estamos também a trabalhar para alinhar melhor os sistemas educativos com as realidades do mercado de trabalho, promovendo, ao mesmo tempo, a inovação, a produtividade e a inclusão económica”, afirmou.
O diplomata destacou ainda o papel das micro, pequenas e médias empresas na criação de emprego, no desenvolvimento económico local e na capacitação da juventude.
Durante a intervenção, Francisco José da Cruz reconheceu igualmente que a transformação digital representa uma oportunidade para os países em desenvolvimento, mas alertou para o risco de agravamento das desigualdades caso o acesso à tecnologia, conectividade e competências digitais permaneça desigual.
Defendeu, por isso, o reforço das parcerias entre governos, sector privado, instituições financeiras internacionais, sistema das Nações Unidas, academia e parceiros de desenvolvimento, considerando-as essenciais para promover crescimento inclusivo e oportunidades sustentáveis.
O representante angolano sublinhou também a necessidade de a cooperação internacional apostar mais no desenvolvimento de capacidades, empoderamento da juventude e transformação estrutural de longo prazo, particularmente nos Países Menos Avançados e nos Estados com vulnerabilidades estruturais.
Ao nível africano, referiu que estas prioridades estão alinhadas com a Agenda 2063 da União Africana, centrada no desenvolvimento humano, inovação, industrialização e crescimento inclusivo como pilares da transformação do continente.









