O músico huilano Ya Munene faz parte de um grupo de 11 cidadãos que estão a ser procurados pela polícia Nacional na Huíla, acusados de serem os financiadores da exploração ilegal de ouro nas localidades de Capama e Cahali, no município do Dongo, no âmbito da operação “Quebra Molas”
O Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla realizou recentemente uma operação denominada “Quebra-Molas”, que visou desactivar uma mina artesanal de ouro que albergava mais de 40 mil pessoas, entre garimpeiros, comerciantes e outros. Depois da operação, foram detidos mais de 50 cidadãos, enquanto 11 continuam em fuga, entre eles o músico Ya Munene, conhecido pelas suas músicas que incentivam a exploração do ouro, como: “Vamos no Cahali e Mola”.
A exploração é feita através da escavação de buracos com mais de 10 metros de profundidade. Os buracos com maior produção eram guarnecidos por grupos de indivíduos armados, compostos por 70 a 100 elementos, denominados “Placas”. O músico Ya Munene é apontado como líder de uma das placas que controlava cerca de 70 indivíduos armados.
De acordo com o superintendente Elizeu Justo, que esta semana apresentou, em conferência de imprensa, o balanço da operação “Quebra-Molas”, depois da detenção de 57 cidadãos, dos quais 13 estrangeiros, a operação entrou noutra fase: a de localizar os financiadores da actividade, oriundos das províncias de Luanda, Benguela, Cunene e Huíla.
POR: João Katombela, na Huíla









