O Porto do Lobito realizou, nesta sexta-feira, 15 de Maio, a cerimónia oficial de transferência de trabalhadores para a Timoneiro, Sociedade Angolana de Serviços Marítimos, no quadro da renovação da concessão dos serviços públicos de reboque, considerada estratégica para a modernização das operações marítimas.
De acordo com uma nota de imprensa enviada hoje ao Jornal OPAÍS, o Timoneiro tem a missão de assegurar os serviços de rebocadores e assistência marítima, manobras de entrada e saída de navios, atracação e desatracação, apoio às operações de reboque, navegação no canal de acesso ao porto, segurança marítima e coordenação operacional, reforçando a eficiência e a segurança das operações marítimas no Porto do Lobito.
Ainda segundo o documento, a transferência dos trabalhadores decorre da assinatura do contrato de renovação da concessão dos serviços públicos de reboque do Porto do Lobito, rubricado a 26 de Fevereiro deste ano, com validade de 15 anos.
O acordo visa garantir a continuidade dos serviços, a modernização dos meios operacionais e o reforço da segurança marítima, numa altura em que o Porto do Lobito consolida a sua posição estratégica no contexto do Corredor do Lobito.
A cerimónia, realizada na sede da administração portuária, foi orientada pelo presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, que destacou a importância da transferência organizada dos trabalhadores para a nova concessionária, sublinhando que o processo representa uma nova etapa de valorização dos recursos humanos e de fortalecimento das operações marítimas no porto.
Durante o acto, Celso Rosas destacou a necessidade de os trabalhadores estarem preparados para demonstrar competência, profissionalismo e sentido de missão em qualquer função ou instituição onde sejam chamados a servir.
O responsável sublinhou que Angola vive um processo de transformação económica assente no princípio de um Estado menos interventivo na operação directa das empresas, frisando que “enganam-se aqueles que pensam que apenas no Estado se trabalha”, uma vez que cada trabalhador da Timoneiro continuará a desempenhar um papel determinante no engrandecimento e desenvolvimento do Porto do Lobito.
Celso Rosas manifestou confiança na capacidade dos trabalhadores agora integrados na Timoneiro, Sociedade Angolana de Serviços Marítimos, assegurando que continuarão a executar com a mesma dedicação e competência as funções anteriormente desempenhadas enquanto quadros do Porto.
Explicou que, com a nova configuração institucional, o Porto do Lobito deixou de assumir responsabilidades operacionais directas, razão pela qual actividades ligadas aos serviços de reboque e assistência marítima passam a ser asseguradas pela concessionária, à semelhança do que já acontece com empresas como a LAR e a Africa Global Logistics. Ainda assim, frisou que os trabalhadores continuarão a integrar a comunidade portuária e a representar os valores do Porto do Lobito.
O presidente do Conselho de Administração garantiu igualmente que a Timoneiro irá cumprir integralmente os direitos e obrigações estabelecidos no acordo firmado entre as partes, bem como os princípios definidos no processo de transição.
Segundo afirmou, nenhum trabalhador perderá os seus direitos adquiridos, sendo objectivo das entidades envolvidas preservar as conquistas alcançadas, criar melhores condições de trabalho e continuar a valorizar o capital humano, num processo orientado para o crescimento, estabilidade e melhoria contínua.
Um dos momentos marcantes da cerimónia foi a entrega de certificados de reconhecimento e mérito aos 17 trabalhadores que passam a integrar os quadros da Timoneiro, em reconhecimento pelo profissionalismo, dedicação e contribuição prestados ao longo dos anos ao sector portuário e marítimo.
“A entrega simbólica da pasta de processos individuais ao representante da Timoneiro, SA, Paulo da Costa e Silva, foi efectuada pelo administrador de Recursos Humanos do Porto do Lobito, Romão de Andrade, num acto testemunhado por membros da administração portuária, responsáveis da concessionária e trabalhadores transferidos”, lê-se no documento.









