Milhares de sinistrados reassentados no centro de acolhimento do Novo Campismo, em Benguela, deixaram, na manhã de Quarta-feira, 13, o local onde estão, e manifestaram-se na Estrada Nacional Número 100, exigindo melhores condições de vida. Eles reclamavam de “quase tudo um pouco”, numa altura em que, dias antes, o Presidente da República, João Lourenço, teria assinado o despacho 185/26 a autorizar, por ajustes directos, obras de cerca de 400 milhões de dólares nas zonas afectadas pelas cheias, com destaque para 725 habitações sociais
Por algumas horas, a circulação na Estrada Nacional Número 100, no percurso Lobito/Benguela, esteve cortada pelo facto de os sinistrados a terem bloqueado, na perspectiva de chamar a atenção das autoridades a melhorarem as condições de vida no centro de acolhimento do Novo Campismo. Contam-se trinta e dois dias desde que a fúria da água rompeu os diques de protecção do intermitente rio do Cavaco em Benguela, que causou a morte a 19 pessoas, inundando 3.105 casas, danificou 3.873 e outras 1.570 foram destruídas – segundo dados das autoridades.
Há registos de pessoas desaparecidas, sendo que as cheias afectaram 8.587 famílias. Os sinistrados, nos dois centros de acolhimento, reclamam, de entre outros, de falta de regularidade na distribuição de alimento, escassez de colchões para dormir e um sítio melhor para se proteger de intempéries, com destaque para as chuvas. Sobre esta última, embora se esteja em período seco, o município de Benguela recebeu, na madrugada de Quarta- feira, 13, algumas pingas de água, facto que os terá empurrado para fora do Novo Campismo, porquanto muitos deles dormem ao relento, por falta de tendas.
Eles foram surpreendidos com as chuvas que os molhou a todos, destacando crianças e idosos, além de haveres. Em função disso, decidiram protestar contra essa falta de condições, apesar cacional: simboliza a ligação entre África e os principais centros de decisão política mundial.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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