“A candidatura do militante João Lourenço à presidência do MPLA está relacionada à estratégia do partido para ganhar as eleições em 2027”, afirmou o analista político Bali Chionga, em declarações ao jornal OPAÍS, instado a fazer uma análise sobre o processo
O académico considera que, ao proceder deste modo, o candidato à sua própria sucessão está a responder a uma necessidade político-partidária de poder dinamizar e preparar, do seu ponto de vista da unidade e da coesão, o partido para ganhar as eleições no próximo ano com números expressivos, não apenas para concorrer.
O analista entende que é nesse sentido que João Lourenço se candidata, por causa da sua experiência de governação, da simpatia que granjeou não só no seio dos militantes, mas dos angolanos e, essencialmente, por causa das reformas que começou.
Em relação às reformas, Bali Chionga explicou que o primeiro grande exemplo das reformas em curso no partido no poder está relacionado com o que vai acontecer agora no seu congresso, com as múltiplas candidaturas ao cargo de presidente, algo que não acontecia, apesar de ser um partido com cerca de 70 anos. “É por via do presidente João Lourenço que se faz essa reforma fundamental para o aumento da democracia interna. E é preciso dar continuidade aos processos democráticos internos”, frisou.
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