A moratória dada pelo Governo, ao abrigo do alívio económico, é para acautelar que aqueles empresários afectados e que tenham crédito bancário sejam capazes de honrar os compromissos. Empresários dizem que o tempo definido, a julgar por “profundos prejuízos” cau sados pelas cheias, é bastante reduzido, acenando, por essa razão, para a Equipa Económica do Governo, a fim de que altere algumas ‘regras de jogo’
De entre várias questões levantadas pelos empresários, no encontro com o Banco Nacional de Angola para esclarecer o conteúdo do Instrutivo Número 01/2026, o tempo de moratória, no âmbito do alívio económico de 30 mil milhões de kwanzas, foi aquele que mais gerou discussão entre a equipa técnica do BNA e empresários, ao sugerirem, por conta disso, o alargamento, em função dos prejuízos causados pelas cheias de 12 de Abril.
“Seis meses eu acho que é muito pouco pelos estragos que foram feitos lá”, reclama Walter Júnior, ligado a uma empresa de produção de cimento, ao propor, pelo menos, um ano de tempo de carência, louvando, apesar disso, a iniciativa do Governo em accionar biliões de kwanzas tão logo ocorreu a tragédia.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









