O Tribunal da Comarca de Caconda, na província da Huíla, deu início no passado dia 8 de Abril do ano em curso, ao julgamento da antiga administradora municipal de Chicomba, Lúcia Francisco, acusada nos crimes de peculato, participação económica em negócios e branqueamento de capitais.
A antiga gestora e pares poderão conhecer a sua sentença ainda hoje, depois da leitura e discussão dos quesitos.
Com Lúcia Francisco, estão igualmente a ser julgados pelo Tribunal da Comarca de Caconda o ex-director municipal da educação, António Domingos Damião, João Cundi Mangundo, responsável dos Recursos Humanos, Francisco Rossigunga, então inspector da Educação, e João Vaz Monteiro, ex-director da Saúde, já falecido.
Os crimes de que vêm sendo acusados os seis coarguidos terão sido supostamente praticados entre 2017 e 2021, tempo em que Lúcia Francisco dirigiu o município de Chicomba, na Província da Huíla.
De acordo com o Ministério Público, representado por Adilson Alves, os acusados terão causado ao Estado danos financeiros avaliados em AOA 463 784 573,46 (quatrocentos e sessenta e três milhões setecentos e oitenta e quatro mil quinhentos e setenta e três kwanzas e quarenta e seis cêntimos).
Segundo o Tribunal da Comarca de Caconda, que julga o caso e cujas sessões estão a ser presididas pela juíza de direito Mirian Bela da Silva, os valores desviados dos cofres do Estado ainda não foram recuperados.
Em actualização…
Por: João Katombela, na Huíla









