A 1.ª edição da Jornada Nacional dos Museus, que foi descerrada ontem, 05, em Luanda, vai decorrer até ao dia 18 do corrente mês, data em que se celebra a efeméride, sob o lema “Entre a Memória e o Presente – que museus queremos”, cujas actividades serão extensivas nas províncias de Cabinda, Huíla e Uíge
O plano de acção vai ser contemplado com uma programação diversificada, que compreende a realização de conferências, mesas-redondas sobre as políticas de gestão museológicas, exposição fotográfica, conforme avançou o Director Nacional dos Museus.
Ao falar sobre estes espaços históricos e culturais no país, Sidónio Domingos referiu que os museus são e continuarão a ser pilares essenciais da identidade colectiva e instrumentos estratégicos para o desenvolvimento cultural do país, e um mecanismo de interacção com o mundo.
Para o dirigente, a história dos museus em Angola está profunda mente ligada à trajectória do próprio país. O responsável lembrou que, desde os primeiros espaços de recolha, conservação e estudo de peças de valor histórico, etnográfico e natural, os museus foram- se afirmando como instituições essenciais para a salvaguarda da memória colectiva e para a afirmação da identidade nacional.
“Ao celebrarmos esta 1.ª Jorna da Nacional de Museus, torna- se particularmente relevante situar este momento no percurso histórico dos museus no país e, simultaneamente, projectar o seu futuro com ambição, responsabilidade e visão estratégica”, destacou.
Sidónio Domingos recordou que, no período colonial, os museus existentes caracterizavam- se por uma organização limitada e por uma abordagem frequentemente orientada por perspectivas externas sobre o território e as suas culturas.
Ao analisar, considera que, ao longo das últimas décadas, os museus em Angola evoluíram de espaços essencialmente expositivos para verdadeiros centros de conhecimento, investigação científica, educação patrimonial e diálogo com as comunidades.









