Agentes culturais, formadores e dançarinos voltaram a destacar os avanços na área da dança no país, ao mesmo tempo em que reforçaram a necessidade urgente de melhores condições estruturais, com maior ênfase na criação de espaços adequados e no fortalecimento da formação contínua
As declarações foram feitas na Sexta-feira, 1.º de Maio, durante a primeira edição das Jorna das em celebração ao Dia Internacional da Dança, que teve início no passado Domingo, 26, em Luanda, no Prova D’Arte, e no Huambo, no Centro Cultural Manuel Rui.
Durante o Jango, um momento enquadrado no programa do evento para analisar a realidade passada e actual da dança, bem como os seus desafios, os profissionais reconheceram que o país tem registado progressos significativos, com o surgimento de cursos médios e superiores na área, incluindo formações em pedagogia e dança contemporânea.
Os intervenientes destacaram que a dança no país tem vindo a evo luir de forma positiva. Comparativamente ao passado, segundo os mesmos, há hoje maior diversidade de estilos, melhor preparação técnica e um número crescente de profissionais qualificados. Entretanto, apesar destes avanços, consideram que o caminho a percorrer ainda é longo, sendo fundamental consolidar um sistema educativo estruturado, que vá desde a iniciação até ao ensino superior.
Entre os principais pontos levantados pelos formadores está a carência de espaços apropriados para a prática da dança. Segundo explicaram, muitas actividades continuam a ser realizadas em salas improvisadas, original mente concebidas para reuniões ou eventos musicais, o que com promete a qualidade do ensino e da performance artística.
“A dança em Angola está num bom caminho, mas precisamos de salas de espectáculos próprias para o estilo. Existem para outras manifestações artísticas, como, por exemplo, a música, mas não há para a dança”, lamentou Cita Sadock, coreógrafo e professor de dança há 54 anos.
Por: Musseque Segunda









