O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) contesta o mais recente relatório da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e afirma que o documento apresenta “irregularidades, omissões e dados que não condizem com a realidade angolana”
A reacção surgiu na sequência da divulgação do Índice de Liberdade de Imprensa 2026, no qual Angola regista uma queda de nove lugares face ao ano passado. A reagir em nome de Angola, o director nacional de Informação e Comunicação Institucional do MINTTICS, João Demba, referiu que, embora o relatório baseie a sua análise em reconhecidos critérios — políticos, económicos, legislativos, sociais e de segurança —, a sua fundamentação levanta sérias dúvidas quanto à consistência dos dados utilizados.
“O relatório indica agravamentos ao nível dos indicadores políticos e económicos, mas, quando se analisa a argumentação, percebe-se que há omissões relevantes”, afirmou o responsável, ao sustentar que parte das conclu- sões resulta de informações incompletas ou desactualizadas.
“Inconsistências nos dados”
Entre os exemplos citados, o responsável destacou a referência de que apenas duas rádios — a Rádio Ecclésia e a Rádio MFM — se- jam consideradas independentes no país. João Demba explicou que existem no país várias outras estações privadas e independentes em funcionamento, como são os casos das rádios Essencial, Despertar, Marginal e Correio da Kianda.









