A administração norte-americana instruiu as embaixadas dos Estados Unidos para tentarem persuadir países aliados a juntarem-se a uma coligação internacional no sentido de garantir a segurança do estreito de Ormuz, noticiou, ontem, o Wall Street Journal
O jornal norte-americano, citando um telegrama do Departamento de Estado dos Estados Unidos, revelou a existência de um projecto denominado “Mecanismo de Liberdade Marítima”, através do qual uma coligação lide rada por Washington partilharia informações, coordenaria esforços diplomáticos e aplicaria sanções. O estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, continua sujeito a um duplo bloqueio imposto pelo Irão e pelos Estados Unidos.
Um alto funcionário norte-americano indicou, na Quarta-feira, que a Casa Branca estava a considerar “manter o actual bloqueio durante meses, se necessário”, uma vez que as negociações estão paralisadas. De acordo com o documento oficial publicado, essa Quinta-feira, pelo Wall Street Journal a participação de países aliados no projecto norte-americano pode fortalecer “capacidades colectivas” no sentido de restaurar a liberdade de navegação e de proteger a economia global.
A acção colectiva é tida por Washington como essencial, particularmente para “impor custos significativos à obstrução do Irão ao trânsito pelo Estreito”. O Presidente dos Estados Uni dos, Donald Trump, instou os aliados europeus a intervir na região no final de Março. O Chefe de Estado norte-ame ricano disse que era lamentável que a Aliança Atlântica “tenha virado as costas aos norte-ame ricanos”.
Os preços do petróleo subiram, essa Quinta-feira, para mais de 125 dólares por barril. Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva aérea de grande escala contra o Irão no passado dia 28 de Fevereiro.









