O Governo angolano, através do Ministério da Saúde, deu início a uma formação internacional inédita em Transplante de Progenitores Hematopoiéticos (TMO), considerada uma área de elevada complexidade clínica e essencial no tratamento de doenças hematológicas e oncológicas, sobretudo em crianças.
A capacitação decorre no Sarvodaya Hospital and Research Center, uma instituição de referência internacional em transplantes hematopoiéticos e medicina avançada.
A iniciativa enquadra-se na estratégia nacional de desenvolvimento de recursos humanos em saúde, que prevê a formação de 38 mil profissionais até 2028, sendo a maioria no país e uma parte em centros internacionais de excelência.
De acordo com a Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP–PFRHS), desde o dia 24 de Abril uma equipa multidisciplinar do Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo encontra-se em formação intensiva na Índia, no âmbito do Programa de Transplante de Progenitores Hematopoiéticos.
A equipa é composta por sete profissionais, entre médicas hematologistas, técnicos de diagnóstico e terapêutica, especialistas laboratoriais e enfermeiros, reflectindo uma abordagem multidisciplinar considerada essencial para a futura implementação destes serviços em Angola.
O programa formativo, que decorre de 25 de Abril a 15 de Junho de 2026, abrange áreas como transplante hematopoiético, internamento e consultas especializadas, farmácia hospitalar, laboratório clínico com técnicas avançadas de diagnóstico, hemoterapia e cuidados clínicos altamente diferenciados.
Segundo a ministra da Saúde, a iniciativa representa um avanço estratégico para o país.
“Este é um passo decisivo para Angola. Estamos a formar equipas altamente especializadas em centros de excelência internacional, com vista à implementação futura de programas de transplante no país e à redução da dependência externa”, afirmou.
Por sua vez, o director do instituto, Francisco António José Domingos, destacou que a formação constitui um avanço estrutural para o sistema de saúde nacional.
“Estamos a preparar Angola para dominar técnicas complexas como o transplante hematopoiético, com equipas nacionais capacitadas ao mais alto nível”, sublinhou.









