O facto de serem submetidos a utilizarem como meios para as suas aulas os mesmos manuais comuns preocupa os educadores dos alunos com problemas auditivos, que são obrigados a recorrer a criatividades individuais
Os professores da escola do ensino especial do Rangel, em Luanda, actualmente alocados na conhecida escola Ginguba, dizem que estão a encontrar muitas dificuldades para transmitir os conteudos às crianças com deficiência auditiva, por conta da inadequação dos manuais atribuídos pelo Ministério da Educação (MED).
“Precisamos ter sempre a coragem de manifestar o nosso descontentamento com esses manuais que não ajudam muito ou quase nada para ensinar esses alunos com deficiência auditiva, porque eles, como não ouvem, nem falam, precisam de ver reflectida nos livros a sua linguagem, que é a gestual”, contestaram os professores Emílio e Pedro Amado, que leccionam a 5.ª classe.
Para minimizar a situação, durante as sessões lectivas, os referidos docentes têm de recorrer a figuras que eles e os próprios alunos esboçam, em função dos temas a leccionar. Emílio e Pedro Amado já aproveitaram certos encontros metodológicos, para propor aos dirigentes que, pelo menos, reproduzam e ampliem os poucos materiais feitos de iniciativas próprias. Os educadores, que controlam e orientam uma turma composta por dez meninas e igual número de rapazes, leccionam todas as disciplinas, auxiliando-se na busca de melhores caminhos para a percepção dos alunos.
POR: Alberto Bambi
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