Hoje, em Angola, o vandalismo já não pode ser visto apenas como um acto isolado de desordem pública. Está a assumir contornos perigosos, a roçar os limites de uma verdadeira sabotagem nacional, um autêntico terrorismo social silencioso.
Quando torres de alta tensão são derrubadas, como ocorreu no último fim-de-semana, nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo ou infraestruturas públicas são destruídas, não estamos apenas diante de danos materiais.
Estamos, sim, perante um golpe directo, cruel e duro, que de forma oportunista quer tirar proveito de uma equivocada frágil relação entre os cidadãos e as instituições.. Pior do que isso, são as consequências que, no presente, são instantâneas, amargas e dolo rosas.
Bairros às escuras, famílias sem água, hospitais com serviços comprometidos, crianças sem condições para estudar, trabalhadores impedi dos de produzir.
Por mais contraditórias que possam ser as mãos invisíveis por trás dessa onda vandaliza dora, por mais difícil que possa ser o encaixe e a movimentação das peças no tabuleiro deste jogo sem regras, o efeito será sempre em cadeia, assim como uma pedra lançada no fundo do mar, fazendo as ondas espalharem-se, atingindo toda a sociedade.









