Para a secretária-geral da OMA, na conquista da paz em Angola, a mulher angolana não esteve de braços cruzados; ela foi uma das suas grandes guardiãs, foi agente de resistência, força de sobrevivência e presença moral, que se manteve em pé enquanto o país era assolado pela guerra
A Organização da Mulher Angolana (OMA) realizou, no último fim-de-semana, em Catete, província de Icolo e Bengo, o seu acto nacional de massas alusivo às celebrações do 4 de Abril, Dia da Paz e Reconciliação Nacional. Na ocasião, a secretária-geral da OMA, Emília Carlota Dias, destacou o papel da mulher em todo o processo da conquista da paz e do desenvolvimento do país.
A líder do braço feminino do partido que governa o país lembrou que o 4 de Abril não é apenas um dia em que as armas se calaram, avançando que é o dia em que a Angola voltou acreditar em si mesma. O dia em que a nação ferida, cansada e sofrida escolheu a reconciliação em vez do abismo, a reconstrução em vez do medo, a esperança em vez da destruição.
“A paz não caiu dos céus, mamãs; a paz custou lágrimas, custou separações, custou luto, custou silêncio dentro de muitas casas, custou infância interrompida, custou mães sem notícias, custou famílias inteiras a viverem entre a dor e a esperança.









