O governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, responsabilizou as administrações municipais pelas tragédias ocorridas, ao considerar que estas não têm tomado aquilo que ele chama de medidas adequadas. Em declarações à imprensa, depois de lhe ter sido apresentado o novo procurador-coordenador da Região Judiciária Centro, afirma ser preferível dizer “não” a algumas construções a ter de autorizar e, no futuro, causar tragédias como aquelas que ocorreram no litoral da província
Manuel Nunes Júnior pediu rigor às administrações, porquanto, na visão deles, tragédias deviam ter sido evitadas, se essas cumprissem o seu papel. De modo geral, conforme disse, tem- se deixado as coisas acontecerem e que, mais tarde, se revelam como que catastróficas, numa clara alusão às construções em zonas descritas por si como de “alto risco”.
O governador diz ser preferível, muitas vezes, dizer “não” a alguém a ter de autorizar a construção de uma obra e criar problemas que consequentemente colhem tragédias, como aquelas que ocorreram em Março de 2015 e Abril de 2026. Neste particular, Júnior aponta o dedo às administrações municipais, por não terem tomado, em algumas circunstâncias, aquilo que ele chama de medidas adequadas para aquelas situações em que as construções são feitas em zonas tidas como de alto risco.
“É preciso agirmos com rigor, mesmo que, inicialmente, não sejamos devidamente compreendidos, do que deixar passar as coisas e, mais à frente, termos situações catastróficas. Daí que digo que as nossas devem cumprir o seu papel de autoridade no seu território. Autoridade, muitas vezes, implica não dizer coisas boas”, considera.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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