O músico e compositor Dom Caetano afirmou, em exclusivo ao jornal OPAÍS, que a projecção da cultura angolana no exterior tem sido impulsionada pela música e, fundamentalmente, pela dança. Ressaltou que a celebração da identidade semba e a diversidade cultural são um elemento importante neste momento que antecede a sua elevação a património universal pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura)
Ao comentar nesta Terça-feira, 07, sobre a inscrição do semba na lista de património imaterial da UNES CO, acto consumado recentemente pelo Ministério da Cultura, Dom Caetano considerou que a elevação do semba a património da UNESCO é o culminar de um trabalho árduo de três anos para projectar a identidade angolana globalmente através da dança e da música.
O artista recordou que o semba, durante estes últimos três anos, é mais ouvido e mais dançado pelo mundo fora. “Penso que foi um grande trabalho do Ministério da Cultura, e com a sua elevação em breve a Património Mundial, depois de Kulumbimbi, em M’banza Kongo, o Ministério está de parabéns”, disse Dom Caetano, acrescentando que os artistas angolanos têm que abraçar algumas causas.
Dom Caetano salientou que, além da música, defende-se também uma celebração mais ampla que inclua o teatro, pela sua capacidade de reflexão e análise social, e a dança, que tem sido o principal veículo de internacionalização do Semba.
Ressaltou que a visão para o futuro deste importante estilo musical envolve uma programação artística abrangente que percorra todo o país, celebrando marcos como o primeiro quarto de século de paz no país.








