Ilustre coordenador do jornal O paÍs, saudações e votos de uma boa segunda-feira. Venho por este meio manifestar o meu reconhecimento pelo papel que este órgão de comunicação social tem desempenhado na informação e defesa dos interesses dos cidadãos. aproveito igualmente para expor uma situação que considero grave e lesiva para o consumidor, ocorrida recentemente comigo.
No dia 1 de abril, por volta das 12h30, após sair do serviço, dirigi-me a um posto de abastecimento da sonangol, localizado na Via Expressa, no sentido benfica-Viana, nas imediações do IsIa, onde abasteci o meu veículo, um hyundai Elantra, com o valor de 10.000,00 kwanzas. após retomar a marcha, verifiquei que o indicador de combustível registou uma subida mínima, o que levantou suspeitas quanto a uma possívelanomaliaouirregularidade no abastecimento.
No dia seguinte, 2 de abril, às 11h13, com o intuito de esclarecer a situação, dirigi-me a um posto de abastecimento da galp, onde solicitei o enchimento total do depósito do mesmo veículo. O abastecimento foi concluído com o pagamento de 7.866,00 kwanzas. Importa referir que o depósito do referido modelo tem uma capacidade máxima de aproximadamente 40 litros.
Considerando os dois abastecimentos realizados num curto intervalo de utilização, o valor total pago foi de 17.866,00 kwanzas, correspondente a cerca de 59 litros de combustível. deste modo, torna-se evidente a impossibilidade física de o depósito comportar tal volume, o que indica, com forte probabilidade, a existência de irregularidades no primeiro abastecimento.
Perante esta constatação, regressei ao primeiro posto para apresentar a reclamação, tendo enfrentado dificuldades no atendimento e demora na resolução da situação. após insistência, consegui aceder ao livro de reclamações do INADEC, onde formalizei a queixa por escrito. a presente carta visa, por um lado, chamar a atenção das entidades fiscalizadoras para a necessidade de maior rigor e controlo neste tipo de serviços. Por outro, pretende alertar os demais consumidores para que estejam atentos a situações semelhantes, de modo a salvaguardarem os seus direitos.
POR: José Kafumanessa, Belas








