Os especialistas ouvidos pelo OPAÍS defendem melhor projecção do Fundo Nacional de Emprego de Angola (FUNEA), para que se melhore o índice de desemprego e atinja os objectivos preconizados a curto prazo. O alerta dos analistas surge numa altura em que o Executivo anunciou a disponibilização de 10,1 mil milhões de kwanzas para o fundo no OGE 2026
Para os analistas, o Fundo, que tem como objectivo principal financiar projectos de entidades do Sistema Nacional de Formação Profissional e do Ensino Técnico-Profissional, deve ser estruturado e pensado não apenas para capacitação, mas também para criação de vagas de emprego e postos de trabalhos para os jovens e a população em geral.
Defendem ainda que a ênfase deve ser posta no ambiente de negócios para que possam surgir mais empresas e mais postos de trabalho. Entretanto, avançam que o FUNEA é um programa aplausível e positivo por pretender melhorar a produtividade e capacitação dos jovens angolanos.
O economista e director do Centro de Investigação Económica da Universidade Lusíada de Angola (CINVESTEC), Heitor Carvalho, mostra-se reticente com os programas de capacitação com fim de resolver a situação do desemprego no País. Para o economista, a solução cifra-se na criação de vagas de emprego. “Não acredito que o problema do emprego jovem se possa resolver com programas de capacitação, quando a cobertura a oferta de trabalho (candidatos) pela procura (vagas de trabalho) ronda apenas 20%. O problema não é capacitação, mas existência de vagas de emprego para a população”, avançou.








