Sem legislação específica para o controlo de sites pornográficos, nem limitações de acesso para menores de idade, esta franja da sociedade fica exposta livremente ao que alguns consideram um vício (pornografia) prejudicial para a saúde mental, física e espiritual do ser humano. Dados ficam desprotegidos, crimes são cometidos e registam-se distúrbios comportamentais, neste “bar aberto” para a pornografia
No silêncio ensurdecedor da noite fria, por baixo dos lençóis ou deitado simplesmente na cama, o adolescente ou jovem é consumido por pensamentos perversos, sustentados pelos neurotransmissores dopamina e ocitocina (muito frequentes nesta fase), que lhe exigem alguma acção para sair da angústia.
Não tendo namorada, ou não lhe sendo permitido ainda ter relações sexuais, por muitos factores, dentre os quais o religioso, por exemplo, vê neste cenário uma oportunidade mais do que suficiente para assistir ao trabalho de actores e actrizes de filmes para adultos, disponibilizados ao alcance de um clique.
Num país como o nosso, onde não há controlo destes sites, mesmo que a primeira página do endereço mostre um termo que questione a idade do utilizador, sem autenticação este pode mentir e ter ao seu dispor todas as categorias possíveis de filmes: de pessoas negras, asiáticas, árabes, brasileiras, mais velhas com adultos (e vice-versa), branco e negro, ou até mesmo da comunidade LGBT. Contra todos os argumentos e sem se dar conta, o adolescente/ jovem embarca nesta “aventura pornográfica” e atinge os seus intentos, mesmo sem perceber que está prestes a entrar num dos três níveis de vício ou dependência apresentados pelo pastor e criminólogo Paulo Madaleno, nomeadamente a habituação, a tolerância e a dependência.
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