A França e a Itália juntaram-se à Espanha na oposição às operações militares conjuntas conduzidas pelos EUA e Israel, aprofundando fissuras entre aliados europeus e Washington. As recusas ocorrem enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, acusa parceiros da OTAN de falta de colaboração na guerra contra o Irão, que já dura um mês
O clima de tensão se intensificou após Trump chamar aos aliados históricos de “covardes” por não apoiarem a ofensiva contra Teerão. Na Terça-feira (31), ele voltou a criticar duramente países europeus, direcionando os ataques especialmente à França, que, segundo ele, teria impedido o sobre vôo de aviões carregados com supri mentos militares destinados a Israel.
Fontes diplomáticas confirmaram à Reuters que Paris recusou, pela primeira vez, desde o início do conflito em 28 de Fevereiro, o uso do seu espaço aéreo para aeronaves israelitas que transportavam armas norte-americanas.
A decisão, tomada no fim-de-se mana, não foi comentada oficial mente pelo governo francês, mas marca um ponto de inflexão na postura do país diante da escala da militar.
A Itália também adoptou uma posição de distanciamento. Segundo fontes e reportagens locais, Roma negou autorização para que aeronaves militares dos EUA pousas sem na base de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem para o Oriente Médio. A recusa teria ocorrido porque Washington não solicitou a permissão formal exigida pelos tratados bilaterais. A Espanha, por sua vez, tem sido a voz mais firme contra a guerra.
O governo de Pedro Sánchez confirmou que mantém fechado o seu espaço aéreo para aviões norte-americanos envolvidos em ataques ao Irão desde o início do conflito. Madrid só aceita o uso das suas bases em operações de “defesa co lectiva” no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), reforçou a ministra da Defesa, Margarita Robles.
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o país não teme represálias e defendeu que a posição espanhola está alinhada ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas. Para ele, não faria sentido que nações que buscam preservar a legalidade internacional fossem alvo de intimidação.








