O Presidente da SADC e da África do Sul, Cyril ramaphosa, afirmou, ontem, que o Dia da libertação da África Austral, assinalado a 23 de Março, continua a ser um marco histórico fundamental que deve servir não apenas para celebração, mas sobretudo para reflexão sobre os desafios actuais da região
Num discurso alusivo à efeméride, o estadista destacou que a data simboliza a vitória da resistência colectiva contra o colonialismo e o regime do apartheid, enaltecendo o papel dos combatentes da liberdade que, com “resiliência inabalável”, sacrificaram as suas vidas para garantir a independência, a dignidade e a soberania dos povos da África Austral.
Batalha de cuito cuanavale como ponto de viragem
Cyril Ramaphosa sublinhou, com particular ênfase, o papel decisivo da Batalha de Cuito Cuanavale, travada em Angola, considerando-a um ponto de viragem na luta de libertação da região. Segundo o Presidente, o confronto — que contou com o apoio determinante de Cuba — contribuiu significativamente para a independência da Namíbia, em 1990, e abriu caminho para a realização das primeiras eleições democráticas na África do Sul, em 1994.
O líder da SADC sublinhou ainda a solidariedade internacional como um elemento crucial para o sucesso das lutas de libertação, tendo reafirmado a importância da cooperação entre os povos. No seu discurso, o estadista recordou a decisão tomada durante a 38.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC, realizada em 2018, na Namíbia, que aprovou a criação de um grupo de trabalho para integrar a história da libertação da África Austral nos sistemas de ensino dos Estados-membros. Para Ramaphosa, esta iniciativa é essencial para preservar a memória colectiva, valorizar o legado dos heróis nacionais e inspirar as gerações futuras a defender os ideais de liberdade e unidade.
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