A Companhia Arte Cénica Eventos vai exibir no Sábado, 21, às 17 horas, no Palácio de Ferro, a peça teatral “O Reino do Ubuntu”. Com a duração de 40 minutos, é protagonizada por crianças, utilizando a arte cénica para reconectar o público com as raízes do continente “Berço da Humanidade”
Este trabalho é uma produção tipicamente africana que transcende fronteiras nacionais, focando-se na identidade do continente como um todo.
A obra baseia-se no concei to de “Umbuto” (Ubuntu), que se traduz na premissa de que o bem-estar individual está intrinsecamente ligado ao colectivo. Trata-se de um espectáculo emocionante que celebra os valores africanos, a união, o respeito pelos mais velhos e a força da comunidade. Uma viagem cultural repleta de música, dança e tradição africana, pensada para toda a família”, realçou o responsável.
Sob o lema “Eu Sou Porque Nós Somos”, a peça explora a ideia de que a humanidade de uma pessoa é realizada através da sua relação com os outros, revivendo os problemas e as alegrias da comunidade de forma compartilhada.
A narrativa apresenta um conflito geracional e cultural dentro de dois reinos simbólicos. A figura central, representando a África, delega a missão de coordenar os países a um filho, mas este acaba por se perder devido à influência de culturas externas, falhando em seguir as orientações tradicionais.
Personagens como a Rainha Dala e o Príncipe Gondo personificam este embate entre a modernidade e a tradição. Visualmente, a peça é rica em simbolismo, utilizando pinturas faciais, batuques, cantos e vestuários feitos de panos africanos, onde cada adereço e traço possui um significado cultural profundo.
O director da Companhia, Dilson Miguel, em conversa com OPAÍS, garantiu estarem criadas as condições para o espectáculo, que se rá antecedido por uma feira de alimentação com produtos típicos, exposição de acessórios e roupas africanas, bem como actividades para crianças.
O também Actor referiu que a organização espera receber neste espectáculo um público com cerca de 400 pessoas, uma vez que as apresentações anteriores atraíram muitos estrangeiros interessados na cultura local, e apela à participação massiva da comunidade angolana.
“O Reino do Ubuntu não é apenas uma peça de teatro, mas um movi mento de resgate cultural que utiliza o talento de crianças para reafirmar a identidade africana”, disse Dilson Miguel, acrescentando que o evento no Palácio de Ferro promete ser uma experiência imersiva completa, unindo gastronomia, moda e arte cénica sob a poderosa filosofia do Ubuntu.








