O subprocurador da República titular de Benguela, Simão Cafala, admitiu, num contacto com este jornal, ter tomado conhecimento do caso da burla no Dombe-Grande, envolvendo cidadãos congoleses, pelo OPAÍS, e, por isso, assegura que a sua instituição vai entrar em cena para apurar responsabilidade. Essa posição da PGR surge numa altura em que a Administração Municipal do Dombe-Grande e o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) estão de mãos dadas para conter as burlas
Não existe, na Procuradoria-Geral da República, nenhuma queixa relativa à burla de que camponeses agrícolas foram vítimas às mãos de alguns comerciantes congoleses recen- temente, conforme reportou, em primeira mão, este jornal. Quando questionado, o subprocurador da República titular de Benguela, Simão Cafala, admitiu ter tomado conhecimento do caso da burla no Dombe-Grande, envolvendo cidadãos congoleses, pelo jornal OPAÍS e, por isso, assegura que a sua instituição vai entrar em cena para apurar responsabilidade. “Vamos apurar…
Até ao momento não temos nada sobre o assunto”, prometeu, numa curta mensagem enviada a este jornal, depois de ter mantido um contacto com um outro seu procurador instalado no Dombe-Grande. A Administração Municipal do Dombe-Grande admite haver uma alteração do cenário que prejudicou muitos camponeses na região, porém prefere ser prudente. Informações apuradas por este jornal sugerem que esse quadro foi provocado pela falta de incentivo e crédito.
Ou seja, os comerciantes congoleses punham à disposição dos homens do campo os imputes de que estes precisavam para a produção. Sementes, fertilizantes, para citar apenas estes, estão encarecidos no mercado e constituem, conforme admitiram vários camponeses, a maior dor-de- cabeça. Compradores congoleses até financiavam a produção, porém, na hora de pagar o valor adicional, logo após recolha do produto, introduziam notas falsas. As autoridades investigam, no entanto, onde é que a moeda nacional tem sido falsificada, se em Angola ou no país dos compradores.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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