A KPMG descobre que metade das organizações, em Angola, ainda enfrenta escassez de talento para executar os planos de transformação digital, a maioria encontra-se também numa fase inicial ou intermédia de maturidade tecnológica
Num documento ao qual OPAÍS teve acesso lê-se que no processo da transformação digital, a nível das empresas angolanas, constituem desafios mais comuns o desenvolvimento de talento, os elevados investimentos históricos, os silos organizacionais, as dificuldades na gestão e a integração de dados.
Segundo a AKPMG estes factores tornam mais difícil escalar projectos tecnológicos dentro das organizações.
Em termos de êxitos, a organização explica que apenas uma pequena parte das organizações considera ter atingido um nível avançado de implementação tecnológica, o que mostra que existe ambição, mas também muitos desafios na sua concretização.
Para a AKPMG as empresas estão cada vez mais conscientes da importância da transformação digital, existindo diferentes estágios de maturidade.
Estas investem em tecnologia mas acabam não tendo êxitos, sendo que enfrentam dificuldades em gerar retorno.
Sobre a questão do retorno a KPMG alerta que o retorno de um investimento tecnológico depende de vários factores, como o governance, a capacidade de execução e de maturidade organizacional.
Muitas empresas avançam com investimentos antes de resolver questões estruturais como a integração de sistemas, gestão de dados ou processos internos, o que dificulta a captura de valor, lê-se no documento.
E adicionalmente, é importante desenvolver soluções de forma faseada e escalável, com aderência ao negócio, acompanhada pelo desenvolvimento de competências técnicas internas, explica a KPMG.








