Kiameso Pedro
Um projecto de desenvolvimento da aquicultura e da pesca continental, avaliado em 90 milhões de dólares norte-americanos e financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Governo angolano, será implementado durante oito anos, até 2034, nas províncias do Bengo, Cuanza-Norte, Bié, Uíge e Malanje, com vista ao aumento da produção de pescado, criação de empregos e reforço da segurança alimentar.
Em declarações à imprensa, o director do Instituto de Desenvolvimento da Pesca Artesanal e Aquicultura Comunal, Miguel Cabral, fez questão de assinalar que a iniciativa visa dinamizar o sector da aquicultura, considerado estratégico para a melhoria da nutrição das populações e para a redução da pressão sobre a pesca extractiva.
Segundo o responsável, o programa pretende beneficiar sobretudo famílias ligadas à actividade piscatória, com destaque para aquicultores, mulheres pescadoras, pessoas com deficiência, portadores do VIH, ex-militares e comunidades economicamente mais vulneráveis.
Explicou que o projecto prevê igualmente o envolvimento de empresários do sector da aquicultura, que funcionarão como unidades âncora no apoio às associações e cooperativas de produtores, através da transferência de conhecimentos e do reforço da capacidade produtiva.
Entre os resultados esperados, destacou a criação de novos postos de trabalho, o aumento da produção pesqueira e a melhoria das condições de segurança alimentar nas comunidades abrangidas.
Miguel Cabral referiu que a aposta na aquicultura surge num contexto em que a pesca extractiva enfrenta limitações crescentes, sendo esta actividade apontada como uma alternativa sustentável para garantir o abastecimento regular de pescado às populações.
Recordou que a primeira fase do programa teve carácter piloto e incidiu principalmente nas províncias do Bengo e do Cuanza-Norte, com um financiamento estimado em cerca de 11 milhões de dólares.
Miguel Cabral referiu que o projecto deverá beneficiar directamente cerca de 31 mil famílias, correspondendo a aproximadamente 148 mil pessoas, número que poderá ser superior tendo em conta a dimensão média dos agregados familiares nas comunidades abrangidas.
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