Embora a comissão de gestão actual da praça do Quilómetro 30, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, que já conta com oito meses, ainda não tenha sido formalizada como nova administração, a referida equipa dá seguimento aos trabalhos diário, atendo-se nos desafios que visam melhorar alguns aspectos básicos do mercado
Entre esses, a coordenação do mercado elegeu a disponibilidade de serviços favoráveis aos comerciantes locais (bancos), estruturas que melhorem o saneamento básico, a circulação interna do mercado, a drenagem natural das águas pluviais, a segurança interna, o estacionamento e as vias, bem como a criação de outras condições que concorrem para o bemestar das pessoas que actuam e frequentam o mercado. O coordenador-adjunto, João Camati, disse que as confusões não terminam e a sua equipa recebe muitos pedidos.
“Nesse momento, temos um pedido do Banco Sol, que quer instalar, no mercado, uma agência, mas estamos na luta de disponibilizar um espaço viável, porque onde devia ser adequado a uma estrutura bancária, há senhoras a vender e elas se recusam a sair do sítio”, lamentou o coordenador-adjunto, frisando que, antes de a comissão impor a sua autoridade, está a optar por mobilizar e sensibilizar as vendedeiras.
João Camati, que evocou a sua experiência como fiscal, papel que disse já ter desempenhado em muitos mercados de grande dimensão, como os do extinto Roque Santeiro e do Kikolo\ e outros de Luanda, disse que, face à cultura de resistência comum dos vendedores, é necessário que os líderes desses centros comerciais tomem precauções adequadas, sempre que estiverem em situações do género.
No capítulo do saneamento básico, a gestão do mercado reforçou as actividades de limpeza e desdobra-se a garantir mais quartos de banho para o público e preservar os que já existiam. A circulação interna anima os actuais líderes, porque já se vai desocupando alguns espaços que facilitam a mobilidade e o estacionamento.
Com isso, melhoraram-se também as zonas de passagem das águas da chuva, que, segundo o interlocutor de O PAÍS, já drenam com mais fluidez para a vala mais próxima. A segurança é outro sector que assegurou ter registado alguns avanços, sobretudo na pronta intervenção.
“Os ladrões, agora, são apanhados e responsabilizados criminalmente”, informou o dirigente, numa clara intenção de desencorajar os ajustes de conta anteriores. João Vicente Camati reconheceu que os problemas não acabaram, mas que, comparados ao cenário do passado, se deu um passo muito significativo, ao ponto de o minimizar.
Por: Alberto Bambi








