O Banco Mundial vai desembolsar dez milhões de dólares norteamericanos para a modernização dos sistemas de abastecimento de água potável na província de Cabinda, segundo informações avançadas, recentemente, pela representante do consórcio das empresas CPCS, TPF e AVL, Ruth Saraiva
De acordo com a fonte, que falava durante uma reunião com os membros do conselho de auscultação e concertação social daquela província do Norte de Angola, neste momento, o projecto consiste na apresentação dos estudos de impacto ambiental e social, para a seguir ser lançado o concurso público para a adjudicação das empreitadas. Ruth Saraiva sublinhou que, com esse projecto de requalificação, ampliação e modernização dos sistemas de captação, tratamento e distribuição do líquido “precioso”, que engloba os dez municípios de Cabinda, os problemas relacionados com a falta de água serão definitivamente solucionados.
Para haver celeridade na implementação do projecto, o vice-governador de Cabinda para o sector Económico, Francisco Chimbavo, reafirmou o total apoio institucional do governo regional.
O governante anuiu que a introdução desse projecto, que neste instante tem sido levado à consulta pública a nível daquela província, garantirá mais água potável aos habitantes locais, incluindo nas regiões mais longínquas. Com uma população estimada em mais de 800 mil habitantes em uma área de 7.283 km², a província de Cabinda tem como principal curso de água o rio Chiluango, que nasce na República Democrática do Congo (RDC).
A Laguna de Massabi é o maior reservatório natural de água em Cabinda, além de ser um importante pólo pesqueiro. Importa recordar que, em 2025, o Presidente da República, João Lourenço, havia autorizado um Despacho para o lançamento de um concurso público para a concessão da gestão e exploração dos sistemas de abastecimento público de água na província de Cabinda, através de um modelo de parceria público-privada (PPP).
Segundo o documento, a medida tinha sido criada com o propósito de melhorar a qualidade dos serviços de abastecimento de água e saneamento de águas residuais, assim como assegurar a sustentabilidade dos investimentos feitos na construção, reabilitação e expansão dos sistemas existentes.
Na altura, a decisão tinha por base estudos realizados em cooperação com o Banco Mundial, que haviam confirmado a viabilidade e os benefícios da adopção de uma PPP. O modelo proposto previa, igualmente, o reforço da capacidade da Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Cabinda – E.P. Vale realçar que o Executivo angolano, através do Ministério da Energia e Águas, tem levado a cabo vários projectos estratégicos a fim de garantir a auto-sustentabilidade no que ao fornecimento de água potável diz respeito.








