Os Estados Unidos da América anunciaram sanções contra as Forças de Defesa de Ruanda (RDF) e quatro altos oficiais da instituição, acusando-os de fornecer apoio operacional directo ao Movimento 23 de Março (M23) e seus aliados no leste da República Democrática do Congo (RDC).
A medida surge apenas dias depois da assinatura, em 4 de dezembro de 2025, da Declaração Conjunta dos Acordos de Washington para a Paz e a Prosperidade, presidida pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, com a participação do presidente da RDC, Félix Tshisekedi, e do presidente de Ruanda, Paul Kagame. A declaração visava consolidar a paz e a cooperação na região dos Grandes Lagos.
Apesar do acordo histórico, combatentes do M23, apoiados por Ruanda, capturaram a cidade de Uvira, na RDC, numa violação direta dos compromissos estabelecidos nos Acordos de Washington.
O M23, grupo já sancionado pelos Estados Unidos e pela ONU, é responsável por graves abusos de direitos humanos, incluindo execuções sumárias e violência contra civis, mulheres e crianças. Segundo Washington, o apoio contínuo da RDF facilitou a ocupação de território soberano congolês e a perpetuação destas violações.
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