A construção da Barragem do Bero, um projecto iniciado em Março de 2025, na província do Namibe, vai garantir o reforço da disponibilidade de água para consumo humano, agricultura e dinamização económica no Namibe
Com o fim previsto para Março de 2028, a infra-estrutura terá uma capacidade de armazenamento estimada em 81,4 milhões de metros cúbicos de água, o que vai permitir a irrigação de até cerca de 1.417 hectares de terras aráveis, contribuindo para o aumento da produção agrícola, reforço da segurança alimentar e desenvolvimento do sector agropecuário.
Actualmente, a Barragem do Bero encontra-se com grau de execução física na ordem dos 12%, consolidando-se como pólo estruturante para atracção de investimento, expansão de negócios e geração sustentável de emprego. Quanto a este último aspecto, cerca de 5.500 jovens beneficiam de empregos graças às obras a decorrerem na empreitada.
A construção da Barragem do Bero insere-se no quadro da implementação de políticas estruturantes para mitigar os efeitos da seca cíclica nas províncias do Sul do País, levadas a cabo pelo Executivo angolano.
No quadro do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), coordenado pelo Ministério da Energia e Águas, decorre também a recuperação de 43 barragens nos municípios da Bibala, Camucuio, Cacimbas, Lucira, Sacomar, Moçâmedes e Virei, bem como a projecção de cinco novas infraestruturas hidráulicas nas bacias do Giraul, Curoca, Bentiaba, Inamangando e Carunjamba.
Globalmente, o PCESSA prevê beneficiar mais de 2 milhões de cidadãos nas províncias do Cunene, Namibe e Huíla até 2027, assegurando o armazenamento de cerca de 600 milhões de metros cúbicos de água, irrigação de mais de 46.000 hectares, implementação de 90.000 ligações domiciliárias, 3.200 chafarizes e 125 chimpacas.








