A falta de energia eléctrica, vias de acesso para escoar os produtos do campo para a cidade e a exiguidade de unidades sanitárias são, dentre outras, preocupações constantes no “boletim” da Administração Local e empresários agrícolas. Esses últimos dizem não ser rentável a actividade devido aos custos inerentes à produção, sobretudo em relação aos combustíveis. O sector das Pescas carece, igualmente, de uma “mão amiga governamental”
O município do Dombe–Grande assinalou, recentemente, um ano desde que foi elevado à categoria de município. Antes, era circunscrição territorial da BaíaFarta. Hoje, a região tem-se debatido com uma série de preocupações que vão desde educação, saúde e infra-estruturas à deficiência nas vias de acesso para escoar os produtos do campo à cidade. Recentemente, a região mudou de administrador.
João Baptista Tchimanda cedeu o seu lugar a Edgar Fernando Baptista, na base de um despacho do governador Manuel Nunes Júnior. Até à data da sua nomeação, a 25 do mês de Fevereiro, Edgar Baptista ocupava-se das funções de administrador-adjunto.
O novo titular da região definiu, justamente, o sector social, destacadamente educação, saúde, infra-estruturas, sem desprimor para a agricultura, não fosse aquela região potente nessa área e responsável por grande parte de alimentos indispensáveis à mesa dos angolanos – conforme têm justificado as autoridades.
Aliás, em relação à agricultura, o responsável do sector na localidade, Eduardo Daniel Catimba, quando abordado por este jornal, começou por se gabar pelo facto de, diferente de outros perímetros irrigados, o Dombe-Grande ter a graça de produzir o ano todo, não depende de quedas pluviais, sendo certo que existem culturas sazonais. “O milho é o ano todo, de Janeiro a Janeiro.
O feijão é só em Maio, na época em que faz muito frio”, exemplificou o responsável. Apegando-se a números, revelou que, na última safra agrícola, isto em 2025, a produção ficou acima de 12 mil toneladas, destacando produtos como feijão, tomate, milho, banana, cebola, pepino, dentre outros produtos.
Se até antes de Maio deste ano os agricultores estiverem à disposição os financiamentos solicitados ao Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), ele projecta o triplo da produção. Estarse-ia a falar de 36 mil toneladas, de acordo com contas feitas por este jornal.
No que se refere à produção de tomate, aquela cultura de que o Dombe-Grande é conhecido por ser o maior produtor de Angola, as safras, na última campanha agrícola, ficaram muito aquém, por a região ter sido afectada pela Tuta, uma praga que tem atacado o tomate, acabando por preudicar maior parte dos produtores.
Entretanto, com a entrada em cena da fábrica de condensado de tomate, do grupo empresarial Adérito Areias, o responsável projecta dias melhores. “Com a inauguração da fábrica, também estão lá inscritos 28 produtores. Estes vão ser financiados, por via de um crédito do FADA, e vão poder fornecer tomate à fábrica. Mas, o objectivo é elevar o número de 28 para 88”, garante.
Por: Constantino Eduardo em Benguela








