Num contexto em que o país enfrenta desafios económicos, sociais e culturais que exigem respostas responsáveis, inovadoras e concretas, a nova secretária-geral da OMA, Emília Carlota Dias afirmou que a mulher não pode ser apenas uma espectadora, deve ser protagonista, activa e produtiva, defendendo a consolidação do seu papel na economia com a promoção do empreendedorismo feminino, incentivando a sua formação técnica e científica na educação e fortalecendo a sua liderança na política
Mais de duas mil delegadas, provenientes de todo o território nacional e da diáspora, elegeram, ontem, no 8.° Congresso Ordinário, a nova secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA). Emília Carlota Dias foi eleita a nova líder da organização, com 97 por cento dos votos. O 8.° Congresso Ordinário da OMA decorreu de 28 de Fevereiro a 01 de Março, sob o lema “Mulheres Angolanas: Unidas para Transformar os Desafios em Conquistas”.
As delegadas ao congresso elegeram a nova secretária-geral e todos os membros que irão compor o Comité Nacional da OMA. Para responder às necessidades da Nova Divisão Político-Administrativa, o congresso decidiu alargar o Comité Nacional, passando de 241 membros para 299 membros com o princípio de renovação e continuidade. O segundo dia do 8.° Congresso Ordinário da OMA ficou assim marcado pelo processo de votação, que culminou com a confirmação de Emília Carlota Dias como a nova secretária-geral da organização feminina do MPLA.
Já nas vestes de secretária-geral da OMA, Emília Carlota Dias prometeu, naquele que ficou marcado como o seu primeiro discurso, ouvir as aspirações das mulheres, e, referiu que a organização precisa de unidade estratégica, de coesão organizativa e compromisso político.
“A minha candidatura nasceu do contacto directo com as bases, do ouvir atento às mulheres, do sentir profundo das suas dificuldades, das suas aspirações e da sua força, por esta razão, reafirmo que esta vitória é nossa. Esta vitória é do amor e da solidariedade da mulher angolana, esta vitória é de todas as mulheres aqui representadas. Esta vitória é da OMA, contem comigo mamãs”, disse.
Emília Carlota lembrou que a OMA constitui a força determinante para a vitória do MPLA, sublinhando que a organização só será grande se estiverem todas as militantes comprometidas com um projectivo comum. A nova líder agradeceu ao apoio da direcção cessante durante todo o processo eleitoral e de preparação do congresso, garantindo que a coesão interna e o espírito de camaradagem irão se manter.
No congresso, foi também apresentado o Relatório da Subcomissão de Trabalho, do Programa de Acção e Tese de Mandatos para 2026/2031 que se destaca na promoção do empreendedorismo da mulher, no combate à violência sexual, na promoção da saúde comunitária, reinserção social de menores com passagem pelo crime, inserção de conteúdos educativos nos meios de comunicação social, no reforço das penas em casos de abandono familiar e transmissão de doenças sexuais de forma dolosa.
Balanço positivo
O balanço geral do processo orgânico foi considerado positivo, reforçando o compromisso das mulheres angolanas na consolidação e fortalecimento da OMA, bem como na preparação dos desafios políticos e sociais que marcam o calendário do MPLA para 2026 e 2027.
“As mulheres angolanas são o rosto da resistência quotidiana”, afirma João Lourenço
Na abertura do congresso, o presidente do MPLA, João Lourenço, destacou o legado histórico da OMA e o papel determinante da mulher angolana na consolidação da Independência, da paz e coesão social, bem como o seu contributo para a estabilidade, sobrevivência e por levarem a esperança às populações em diferentes localidades do país.
Para o líder do MPLA, a OMA não é apenas uma organização de massas do partido, é um dos seus pilares históricos e estruturantes. “É com as mulheres, com o seu sacrifício, a sua coragem entregue à causa da libertação nacional, da paz e da reconciliação e da reconstrução do país, que o MPLA continua a se afirmar como força dirigente da Nação.
Continua a ser com as mulheres que o MPLA se fortalece, se projecta para o futuro e se prepara para vencer os desafios políticos, económicos e sociais do nosso tempo. As mulheres angolanas são o rosto da resistência quotidiana e a base real da coesão social”, disse, João Lourenço, que aproveitou a ocasião para felicitar todas as mulheres, no âmbito de mais um “Março Mulher”.
João Lourenço enalteceu a participação da mulher na política, referindo que não há desenvolvimento sustentável sem igualdade de género, não há democracias sólidas sem mulheres nos espaços de decisão e não há transformação social profunda sem o protagonismo e liderança feminina na política, na economia e na vida comunitária.
Exortou uma OMA mais activa e mobilizadora, na defesa da dignidade da mulher, no combate à violência baseada no género, na promoção da autonomia económica, no acesso à educação, à saúde, ao emprego digno e à participação efectiva da mulher nos centros de poder.








