O ministro das Relações Exteriores, Téte António, preside desde às primeiras horas da manhã desta Quinta-feira, 26, em Bruxelas, Reino da Bélgica, a 7ª Reunião Ministerial da União Europeia-Angola, no âmbito do Caminho Conjunto.
O encontro tem como objectivo proceder ao balanço das acções implementadas desde a última reunião, bem como preparar a próxima Reunião Ministerial e o Fórum de Negócios e Mobilização de Investimento, ambos a terem lugar na capital angolana.
A 7.ª Reunião Ministerial União Europeia-Angola insere-se no quadro do reforço da cooperação estratégica entre Angola e a União Europeia, com enfoque em áreas prioritárias como o investimento, desenvolvimento sustentável, energia, formação de quadros e fortalecimento institucional.
O Caminho Conjunto constitui um instrumento estruturante do diálogo político e da cooperação entre as partes, visando consolidar parcerias mutuamente vantajosas e promover o desenvolvimento económico e social.
Ao tomar a palavra, o titular da pasta da diplomacia angolana falou de paz e segurança, áreas em que Angola tem assumido, com o apoio da Europa, um papel de mediador incansável.
Téte António referiu-se também da transição energética e da biodiversidade, mostrando que Angola quer crescer bem, de forma sustentável e responsável.
Conforme o chefe da diplomacia angolana, a República de Angola tem-se afirmado como voz construtiva do Sul Global, defensora de uma ordem internacional mais equitativa e baseada em regras.
Saudou a reafirmação do compromisso internacional com infra-estruturas estratégicas como o Corredor do Lobito, e a realização do Fórum Global Gateway em Bruxelas, que reforçou a ambição de traduzir compromissos políticos em investimentos concretos.
Para o chefe da delegação angolana a este evento com a União Europeia, Angola mantém-se firme no seu compromisso com uma cooperação baseada no respeito mútuo com a UA, na previsibilidade e na concretização efectiva de resultados.
Para Angola, três prioridades estruturantes devem orientar o aprofundamento desta parceria, consubstanciada na paz e segurança com liderança africana, com maior enfoque na reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas; industrialização através do Corredor do Lobito, um projecto que deve ir além de uma simples rota de exportação de matérias-primas; e a transição energética justa e soberania sanitária.








