O Centro de Ciência de Luanda e a Fundação Kissama lançaram, ontem, 25 de Fevereiro, o projecto “Estórias para Conservar”, uma iniciativa voltada à promoção da educação ambiental e à preservação da biodiversidade em Angola, através de um ciclo regular de sessões de contos dirigido exclusivamente às escolas públicas
A bióloga-conservacionista Adjany Costa, que contou estórias, sublinhou que a educação ambiental deve começar desde cedo, uma vez que “os adultos já trazem hábitos enraizados”. Segundo ela, ao aprenderem sobre conservação, poluição, preservação de espécies e equilíbrio ecológico, as crianças tornam-se agentes multiplicadores de boas práticas dentro das suas famílias e comunidades.
“Ao contarmos às crianças, elas contam aos primos, irmãos e pais, que depois comentam e, assim, todos nós podemos contribuir para a conservação de uma forma geral”, afirmou.
O projecto destaca-se pelo impacto social ao investir na formação de cidadãos ambientalmente mais conscientes. As sessões, realizadas de forma regular, procuram estimular o pensamento crítico, a curiosidade e o sentido de responsabilidade ambiental das novas gerações.
De acordo com a responsável, a iniciativa teve início há vários anos no âmbito do Projecto Kitabanga e evoluiu para uma colecção que aborda as principais ameaças à biodiversidade nacional, utilizando uma linguagem simples, acessível e adaptada às diferentes idades.
O lançamento mais recente, intitulado “Mabeco: A História do Okulo” retrata as ameaças enfrentadas no Parque Nacional do Bicuar, com destaque para os conflitos entre o homem e a fauna selvagem e as dificuldades de acesso à água, tanto para as comunidades como para os animais.
Segundo Adjany, a obra apresenta de forma realista os ciclos e dinâmicas da espécie, reforçando a ideia de que “para conservar é preciso aprender”.
Os livros encontram-se disponíveis em várias livrarias e também através da Fundação Kissama, sendo que as receitas revertem para acções de conservação promovidas pela instituição. A iniciativa reforça a educação ambiental como instrumento estratégico para garantir a preservação do património natural angolano a longo prazo.








