A UNITA promete lançar, nos próximos meses, a chamada “Ampla Frente Unida” (AFU), uma plataforma política que vem substituir a actual Frente Patriótica Unida (FPU), lançada em 2022, mas que, no fundo, se afigura como um “upgrade” do modelo já existente, sendo o único diferencial a sua denominação e as forças, colectivas e individuais, que nela vão integrar, visando o pleito do próximo ano
Segundo o porta-voz dos “maninhos”, Fernando Francisco Falua, a UNITA dará continuidade ao modelo organizativo e de gestão já adoptado pela Frente Patriótica Unida (FPU), alterando essencialmente a designação. Em declarações ao jornal OPAÍS, Fernando Falua afirmou que a nova frente será anunciada em breve e que a sua composição e especificidades já estão definidas pela direcção do partido.
O político, que até recentemente exercia o cargo de secretário provincial da UNITA na província do Cuanza-Norte, recordou que o presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, já havia feito referência à composição da iniciativa aquando da realização dos cumprimentos de fim de ano. Ademais, de acordo com o responsável, “a direcção da UNITA considera o espírito da FPU e recomenda a continuidade desta frente”, ao sinalizar que a futura plataforma política preservará os princípios estruturantes da actual Frente Patriótica Unida.
Na prática, a mudança incidirá, sobretudo, sobre a denominação, mantendose o modelo de liderança e coordenação centralizada sob responsabilidade da UNITA. Deste modo, o Bloco Democrático (BD), a única formação política, além da UNITA, que ainda nela permanece (após saída formal do PRA-JA Servir Angola), poderá ver-se forçada a abandonar o “arranjo”, já que está obrigada por lei a concorrer de forma autónoma ou coligada.
Lembrar que a Frente Patriótica Unida foi formalmente apresentada em 2022, integrando a UNITA, o Bloco Democrático e o PRA-JA Servir Angola, para além de membros da sociedade civil, numa plataforma eleitoral comum para as eleições gerais daquele ano. Segundo o porta-voz da UNITA, apesar da retirada do PRA-JA Servir Angola da actual configuração, o partido fundado por Jonas Savimbi mantém o entendimento com o Bloco Democrático e continua a liderar o processo político. “Quem lidera é a UNITA.
Vamos aprimorar o modelo, mas a UNITA vai continuar a liderar”, sublinhou Fernando Falua. Aliás, o dirigente adiantou ainda que outros sectores da sociedade civil já manifestaram o interesse em integrar a futura Ampla Frente Unida, estando em curso contactos para a definição dos participantes.
A direcção do partido do ‘galo negro’ promete tornar pública, em breve, a composição oficial e os moldes de participação, bem como a estratégia a adoptar nas próximas eleições gerais. Com esta iniciativa, a UNITA procura preservar a lógica de convergência política experimentada com a FPU, ajustando o formato organizativo sem alterar substancialmente a estrutura de liderança e gestão da plataforma.
Encontro de trabalho com o BD
Recentemente, no quadro dos novos desafios do Grupo Parlamentar da UNITA (GPU), foi realizado, na sede deste órgão, um encontro de trabalho entre a direcção do GPU e o presidente do Bloco Democrático (BD) e coordenador adjunto da FPU, Filomeno Viera Lopes.
O Grupo Parlamentar UNITA, encabeçado pela sua presidente – a deputada Albertina Navita Ngolo – apresentou as principais linhas da programação prevista para o ano em curso e as vertentes da sua implementação no quadro da Frente Patriótica Unida com responsabilidades para as lideranças das forças agregadas.
Na ocasião, o presidente do Bloco Democrático agradeceu a oportunidade e manifestou-se disponível em cumprir com as suas responsabilidades, visando a alternância do poder político em 2027.
No mesmo encontro, estiveram presentes pela direcção do GPU os deputados Rafael Massanga Savimbi, Mihaela Webba e Olívio Nkilumbo, 1°, 3ª e 4° vice-presidentes, respectivamente, bem como o deputado Estevão Neto Pedro, 1.° secretário do Grupo Parlamentar da UNITA








