A segunda edição da rubrica Cine Palácio de Ferro vai exibir o filme angolano Crónicas de Phinus Angolensi, amanhã, dia 26, a partir das 18 horas. A película retrata vivências, reflexões e episódios ligados à realidade social e cultural angolana, apresentando uma narrativa que convida o público a reflectir sobre identidade, quotidiano e os desafios contemporâneos
A escolha desta obra para a rubrica Cine Palácio de Ferro baseia-se na sua relevância cultural, na valorização do cinema nacional e na necessidade de promover conteúdos produzidos por angolanos, reforçando o orgulho e a identidade artística nacional.
O filme conta com a participação de actores e técnicos angolanos comprometidos com o crescimento do cinema no país, envolvendo uma equipa criativa que tem contribuído para a afirmação da produção audiovisual em Angola. A realização é assinada pelos seus criadores, que conduzem a narrativa com uma visão voltada para a valorização das histórias locais e da expressão cultural.
A produção é da KUBABA FILMES, com realização de Edgar Cláudio e Luaty Beirão e possui um elenco composto por nomes sonantes do cinema nacional e não só, como Sílvio Nascimento, Maria de Almeida, Ângelo dos Reis, Djamila Delves, João Luanda, Kamesu Voz Seca e Augusta Cavala, entre outros.
Segundo o porta-voz do Palácio de Ferro, Amilton Victor, o filme destaca a trajectória de dois jovens que regressam das suas experiências académicas para ocuparem as posições que lhes estão reservadas na pirâmide social. No entanto, deslumbrados com a aparente isenção de regras e com a sensação de serem intocáveis, passam a cometer excessos que evoluem para crimes, contando com a sua rede de segurança familiar para os blindar das consequências.
Até que, um dia, tudo é descoberto. “Trata-se da segunda edição da rubrica Cine Palácio de Ferro, uma iniciativa que visa criar uma programação regular dedicada à exibição de obras cinematográficas, com destaque para produções angolanas”, destacou a fonte.
A fonte acrescentou que o principal objectivo da actividade é promover o cinema angolano, criar espaços de reflexão e debate cultural, aproximar o público das produções nacionais e incentivar o desenvolvimento da indústria cinematográfica, reforçando o Palácio de Ferro como um centro de difusão cultural.
O público-alvo é constituído por estudantes, jovens, amantes do cinema, fazedores de cultura, profissionais do sector audiovisual e o público em geral da cidade de Luanda interessado em consumir e valorizar conteúdos culturais nacionais.
Na sua perspectiva, com actividades do género, pretende-se transmitir mensagens de valorização da cultura angolana, incentivo à criatividade, preservação da identidade nacional e sensibilização sobre a importância de apoiar e consumir o que é produzido em Angola, contribuindo, assim, para o fortalecimento da indústria cultural.
Questionado sobre a possibilidade de expansão do projecto para outras províncias, o responsável admitiu que existe, sim, a intenção de, no futuro, expandir a iniciativa, permitindo que mais públicos tenham acesso ao cinema angolano e promovendo a descentralização das actividades culturais.
Projectos em carteira
Amilton Victor fez saber que, entre os projectos em carteira, constam a continuidade da rubrica Cine Palácio de Ferro, a realização de debates com realizadores, mostras temáticas, formação na área audiovisual e o reforço de parcerias com produtores nacionais.








