Angola conta com um total de 1 224 Postos de Abastecimentos de combustíveis, dos quais 415 (44,6%) são controlados por pequenos operadores designados como “bandeira branca”, segundo os dados actualizados pelo Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP)
A Sonangol distribuidora continua a ser o maior player do segmento de distribuição, possuindo um total de 317 postos de combustíveis, ocupando 34% do total.
A Pumangol, com 83 (8,9%), se afigura como a segunda operadora com o maior número de postos de combustíveis no país, seguida pela Sona-Galp com 59 postos, isto é (6,3%). A total Energies destaca-se, no país, com um grosso de 53 postos, representando uma percentagem de cerca de 5,7 do conjunto de postos de abastecimentos existentes, sendo 4 detidas pela Etu Energias, representando (0,4%) do geral.
Anda assim, o maior número, 415 postos de combustíveis são de bandeira branca, pequenos agentes privados, de acordo com os resultados apresentados pelo IRDP. Os referidos pequenos operadores estão espalhados, particularmente, por toda Luanda, sendo comerciantes que facilitam a distribuição de combustíveis, numa altura em que há constantes queixas de escassez do produto.
Papel dos “bandeira branca”
O economista António Celestino explica que os operadores de “bandeira branca” desempenham um papel importante no mercado angolano, fundamentalmente na distribuição dos combustíveis, sobretudo onde as grandes empresas não operam. Segundo António Celestino, é importante perceber que os postos de bandeira branca ainda fazem uma grande diferença no sector de distribuição dos combustíveis.
Apesar de ter dado uma nota positiva, o economista não deixa de alertar para os riscos que surgem no mercado das pequenas operadoras. Sublinha que, pelo facto de alguns não se encontrarem devidamente organizados, o controlo não é maior, o que pode, até certo ponto, provocar informalidade, viabilizando o desvio ou contrabando dos combustíveis.
“Quanto mais uma economia tende a se inclinar na informalidade, ou baixa a formalidade, ali nós conseguimos notar a presença de agentes económicos que não são controlados, não são fiscalizados e facilmente acontecem os desvios ou contrabando de combustíveis”, esclareceu.
Por: Adelino Kamongua









