Apesar das adversidades físicas severas, o músico mantém a sua essência criativa e um profundo sentido de gratidão, considerando o apoio do público e das instituições de saúde como pilares que sustentam a sua “chama” e a sua determinação em retomar a carreira musical com renovado vigor
O músico e compositor, Man Prole, anunciou a gravação´, nos próximos dias, de uma nova música com o título “A chama que não se apaga”, com a qual pretende deixar patente o emocionante retorno aos palcos e a jornada de superação.
A obra, inspirada no período de convalescença, é dedicada à sua família, mencionando os filhos Nailon e as filhas, bem como a neta Rayane. O cantor, que falava em exclusivo ao Jornal OPAÍS, depois de ter participado, Domingo último, no programa “Caldo do Poeira”, da Rádio Nacional de Angola, que homenageou a título póstumo, o também músico e compositor, Carlos Burity, garantiu que estão a ser envidados esforços para que a gravação da nova possa ocorrer dentro de dois ou três meses.
O artista referiu que, apesar das adversidades físicas severas, mantém a sua essência criativa e um profundo sentido de gratidão, e considera o apoio do público e das instituições de saúde os pilares que sustentam a sua “chama” e a sua determinação em retomar a carreira musical com renovado vigor.
Referiu igualmente que a sua participação no “Caldo 2026” foi marcada por uma receptividade calorosa e uma atmosfera de grande emoção, servindo também como uma homenagem à figura de Carlos Burity. Proletário destacou que o reconhecimento do público é uma fonte de grande satisfação, salientando que eventos desta natureza não só abrem portas para os criadores de arte, mas funcionam como um motor de empregabilidade para todos os envolvidos no ecossistema musical.
“Embora o tratamento continue, a ansiedade de voltar definitivamente aos palcos é o que o motiva a superar as sequelas da cirurgia”, disse. Man Prole realçou que a expectativa dos fãs, que não o viam há cerca de cinco meses, foi correspondida com uma performance que reafirmou o valor social e cultural da música angolana. Apesar do sucesso no palco, partilhou abertamente a complexidade da sua condição de saúde actual.
Após a amputação de uma perna, o artista continua sob rigoroso acompanhamento médico, tanto no Hospital Militar como em outras instituições. E, actualmente, realiza fisioterapia no Centro Ortopédico Doutor Agostinho Neto, em Luanda, sob as diretrizes dos Ministérios da Cultura e da Saúde.
O objectivo central deste esforço é a adaptação de uma prótese nos próximos meses, o que facilitará significativamente a sua locomoção e o pleno exercício da sua carreira.
O cantor destaca a profunda conexão com o público, os desafios de saúde após uma amputação e a resiliência expressa através de uma nova composição musical dedicada à sua família e apoiantes.
Já no que a apoios materiais diz respeito, adiantou que ainda aguarda a concretização de auxílios para a obtenção de uma cadeira de rodas, canadianas, residência e transporte.









